5 passos para ter o relacionamento dos sonhos usando a responsabilidade afetiva - Epopéia

Você conhece uma pessoa, começa a se relacionar e quando tudo parecia estar indo bem; as coisas simplesmente desandam! Se isso já aconteceu com você, não significa que você tem o dedo podre, a causa pode ser a falta de RESPONSABILIDADE AFETIVA.   Quer saber como ela pode ser o caminho mais rápido para você ter o relacionamento dos sonhos? Então vem comigo!

 

A arte de não ser babaca

Responsabilidade afetiva.  Um nome complicado, para definir algo simples: ser transparente e verdadeiro nas relações.  É sobre ter uma comunicação honesta, falar sobre os seus sentimentos e reais intenções.  Significa abandonar os joguinhos, as manipulações, aquela mania lastimável de deixar as coisas subentendidas nas entrelinhas, sem ter noção do estrago emocional que isso pode causar na outra pessoa (muito comum em relacionamentos abusivos ou tóxicos).

Para ser mais poética, responsabilidade afetiva é plantar no coração do outro apenas o que você tem a condições de cultivar. Como diria o pequeno príncipe “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

 

Aparentemente, tudo isso pode soar simples, ou mesmo óbvio demais.  Mas em tempos de “nudes” e Tinders, expor sentimentos é sinônimo de fraqueza, especialmente para os machões de plantão.  Falar sobre necessidades soa carente ou pedante.  Trazer expectativas num relacionamento é expor sua integridade emocional. E ninguém gosta de se sentir vulnerável, não é mesmo?

Mas, precisamos nos lembrar de algo importante: sentimentos não são matches, que podem ser desfeitos com um clique. Por isso é preciso dialogar, expor o que você pode ou não oferecer, deixar suas intenções e sentimentos às claras, para evitar desilusões e sofrimento. Isso é ter responsabilidade afetiva.

 

Responsabilidade afetiva é sobre ser transparente, não sobre ser recíproco

De certo, todas as vezes em que iniciamos um relacionamento, nós seres humanos fazemos projeções inconscientes em nossos pares, goste você ou não. A psicologia explica que esta projeção é feita com base em nossos modelos ou experiências anteriores, ou mesmo idealizando o que gostaríamos de ter?

Pois é aí é que mora a cilada!  A partir do momento que a outra pessoa deixa de atender as nossas expectativas, podemos sentir rejeição, traição e acusá-la de ser irresponsável afetivamente conosco.  Alto lá jovem! Verdade inconveniente: ninguém tem a obrigação de adivinhar o que você quer, ou o que você sente, ou o que você gostaria… neste cenário, a pessoa irresponsável afetivamente é V-O-C-Ê com suas projeções e vieses inconscientes.

Projeções afetivas - Sakoasko

Inicialmente, a clareza está em identificar o que você identificando o que sente, e depois, comunicar ao outro de maneira aberta; para checar se vocês estão na mesma página. Impor reciprocidade ao outro é imaturo, infantil e até mesmo violento.

De fato, responsabilidade afetiva e a reciprocidade são conceitos DIFERENTES. Na responsabilidade afetiva, você mostra seu real interesse, age coerentemente com suas emoções, comunica ao outro de forma empática e responsável (daí vem o nome, entendeu?).  Já na reciprocidade, você corresponde ao sentimento de outra pessoa, ou pelo menos, partilha dele em igual intensidade.

Resumindo: Responsabilidade afetiva não é sobre reciprocidade. É sobre honestidade e empatia. É sobre saber que o que não significa nada pra você, pode significar muito para o outro.

 

Como ter Responsabilidade Afetiva em 5 passos simples

Desde já, quero deixar claro que está longe de mim a intenção de generalizar um único caminho para a responsabilidade afetiva.  Contudo, acredito que alguns passos podem ajudar você a transformar suas relações no trabalho, em casa com a família, com os amigos e mesmo com os amores da vida.

 

1 – Trabalhe no autoconhecimento

Sempre trabalhe para ampliar a consciência de si. Esta é a primeira prática a ser seguida por quem deseja se responsabilizar por qualquer coisa na vida.  O mesmo vale para a responsabilidade afetiva, afinal, quanto mais a pessoa se doa e tem um relacionamento saudável consigo mesma, mais ela consegue levar isso para a relação com os outros, compreendendo seus processos, comportamentos e, claro, aquilo que ela deseja.

autoconhecimento

2. Use e abuse da empatia

Também é altamente recomendado o exercício de se colocar no lugar do outro.  Isso é fundamental para a responsabilidade afetiva.  Inquestionavelmente a empatia ajuda a entender quais atitudes devem ser evitadas e quais devem ser praticadas. Mas, cuidado: respeite e entenda as particularidades de cada um, pois nem todos têm as mesmas emoções que você. Algumas perguntas podem ajudar:

  • Você gostaria de ouvir isso de outra pessoa?
  • Qual a utilidade do que você vai falar ou fazer para a relação?
  • Isso pode ofender alguém? Se sim, qual a melhor forma de comunicar?

 

3 – Deixe tudo claro!

Ora, falar a verdade não é magoar!  O diálogo é fundamental para que qualquer relação seja construtiva e saudável, por isso, seja claro naquilo que você deseja ou está sentindo pelo outro.  Está pronto para algo sério? Está querendo apenas curtir? Existe chance de se algo mais sério? Ou é apenas um momento de troca de carinhos e nada mais?

Portanto fale, digite, desenhe, escreva, se expresse. Só assim será possível entender onde os sentimentos de cada um se encontra, e fazer acordos claros, para chegar a um lugar bom para ambos na relação.

 

4 – Verbalize suas insatisfações

De certo, falar sobre aquilo que você não concorda também é responsabilidade afetiva, pois se você não se faz entender, a dúvida abre um abismo entre as duas partes e contribui para que vocês tenham atitudes destrutivas na relação. Portanto, ao falar o que não gostou, ou o que não concorda, evite adjetivos e julgamentos que podem ser interpretados como ofensivos.

Além disso, é possível substituir o “Você foi gritou e foi muito rude comigo” por “Quando você fala comigo neste tom, faz com que eu me afaste de você”.  Para tanto, a comunicação não violenta é uma ferramenta poderosa pra te ajudar nessas horas. Use sem moderação!

 

5 – Comece por você!

Finalmente, se você deseja realmente praticar a  responsabilidade afetiva, comece SEMPRE por você. 

Por isso, não deixar se levar pelas vontades da outra pessoa, por mais que você esteja envolvido ou goste dela.  De certo, às vezes, fica difícil calibrar o certo e o errado numa relação, isso é natural.  Entretanto, você jamais deve se anular a ponto de fazer algo que violente seus sentimentos.

Acima de tudo, pratique o autocuidado, busque se conhecer melhor em todos os aspectos, mental, físico e espiritual. Algo que tem ajudado muitas pessoas a se perceberem melhor, trazendo mais confiança e segurança nos relacionamentos, é a prática da psicoterapia.  Certamente ela trabalha para elevar sua autoestima, fortalecer sua autoconfiança, para que você tenha relacionamentos cada vez mais saudáveis e felizes.

E lembre-se: tenha, acima de tudo, responsabilidade afetiva com você.  Afinal, você deve ser o seu primeiro e maior amor.

Amor próprio

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